Passadeiras inúteis

Por Francisco Neves

7 de Fevereiro de 2013

VIDA NA CIDADE

ESTRELA

As passadeiras servem para ajudar os peões. Mas na freguesia dos Prazeres nem sempre é assim. Veja-se o que se passa nas ruas Joaquim Casimiro e do Alto da Cova da Moura, sobre a arriba nascente da Av. Infante Santo. Em ambas estão pintadas passadeiras a meio destes arruamentos inclinados, longe de quaisquer das suas entradas.

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Ninguém as usa pois não faz sentido percorrer meia rua para mudar de passeio, ainda mais numa zona residencial onde o tráfego automóvel é diminuto e o pedonal ainda menor. Dizem as regras – e o senso comum – que a “imposição de um local de atravessamento muito afastado do trajecto mais curto é de difícil aceitação por parte dos peões, principalmente se o perigo não for elevado”. A passadeira absurdamente pintada na Joaquim Casimiro liga um passeio que não serve quaisquer habitações a outro que acompanha um bloco de moradias embargado e devoluto há mais de sete anos.

Mais acima, no Alto da Cova da Moura, o tracejado, que a câmara municipal regularmente pinta, liga o muro de uma polémica urbanização implantada no antigo gasómetro da Infante Santo ao muro das traseiras de outro prédio. Peão que aqui passe é um verdadeiro acontecimento. Logo a seguir, junto ao Aqueduto das Águas Livres, na Trav. do Chafariz das Terras, o esbanjamento de tinta vai mais longe, desta vez com a devida sinalização vertical instalada: propõe o atravessamento entre o minúsculo passeio do monumento do séc. XVIII e o portão de entrada de um palacete particular…Sabe-se lá para quê.

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