O buraco como coisa perene II

 In Arroios, URBANISMO

A 30 de Março, escrevia-se aqui: “Junto ao número 12 da Rua Jacinta Marto, a poucos metros da entrada principal do Hospital Dona Estefânia, abriu-se um grande buraco na calçada, nos primeiros dias de Março. Uma cratera, melhor dito. As pedras caíram lá para dentro, como que sugadas pelo sorvedouro da terra que as sustentava. E lixo também”. Nesse texto, dava-se conta da incapacidade das autoridades – Câmara Municipal de Lisboa e Junta de Freguesia de São Jorge de Arroios – para lidarem com a situação, junto ao mais importante hospital pediátrico do país. Quase dois meses depois do artigo, o buraco lá continua – ou seja, cerca de três meses após ter surgido. Com mais lixo lá dentro e, situação que também se mantém há já um par de meses, com um conjunto de guardas metálicas em volta. As estruturas foram ali colocadas pela Polícia Municipal, no dia seguinte ao artigo do Corvo. Foi uma acção rápida, com o intuito de minimizar o risco para os peões, a que se aludia no texto. Entretanto, passou Abril e Maio vai quase no fim, mas o buraco confirma-se como coisa perene. E parece estar para durar. Como prova de afinco ao desleixo.

 

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O buraco fotografado a 30 de Março.

 

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O buraco, nos primeiros dias da sua existência, no início de Março

 

Texto e fotografias: Samuel Alemão

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